Visão da Alma por um Texto Esquecido

Durante minha revolução pessoal no fim de semana (uma tentativa de organizar o computador e meus materiais de estudo), encontrei fragmentos de um texto esquecido, copiado no bloco de notas. Li e reli muitas vezes, não paro de me encantar com tamanha simplicidade. Nada como tirar a poeira e ver como o que a gente já possui é tão valioso, concordam?

Para meu dissabor, não encontrei as fontes de onde o havia retirado, muito menos o autor. Caso você reconheça o texto, por favor me avise para que eu possa incluir as informações aqui no blog e claro, encontrar o livro para ler na íntegra!



Compartilho com vocês: 

"A escolha do desapego nos deixa livres para seguirmos o caminho que nos leva à nossa alma. Ir de encontro com a nossa essência, nossa alma, exige que estejamos dispostos a nos despir de nossa persona.

A viagem da alma nada tem a ver com adquirir mais e mais conhecimentos. É uma viagem em que buscamos nos re-lembrar e no re-conscientizar daquelas preciosas verdades que já sabemos há tanto tempo. Não é um processo de reunir dados suficientes para chegar enfim ao momento do "Grande Ahá". A viagem da alma é, ao contrário, um processo de nos libertarmos e nos entregarmos à novidade de cada momento. 

Podemos pensar no processo de criar alma como o mesmo processo através do qual Michelangelo criava suas esculturas. Ele acreditava que a forma final de uma estátua já existia no mármore. Tudo o que ele precisava fazer era ir retirando com o cinzel tudo o que não fazia parte da escultura final, e ela então apareceria. Esta é a natureza da alma - perfeita, mas oculta. 

Experienciar a alma é como a mágica sensação que sentimos quando nos apaixonamos. É um momento em que as fronteiras do ego - aqueles muros defensivos que construímos ao nosso redor para nos mantermos separados uns dos outros - se esfacelam. 
Você se lembra das sensações que nos invadem a alma quando cantamos e dançamos em total abandono? Quando testemunhamos um nascimento? Quando ouvimos "Ave Maria" de Schubert? Quando nos perdemos no olhar de outra pessoa? Ironicamente, estamos acostumados a descrever estes momentos especiais como ocasiões em que "nos perdemos". Neste "perder-se", nós, na verdade, nos encontramos.

É no reino da alma que nossa perspectiva, inteligência e capacidade de amar chegam ao máximo. Neste lugar, em que a recriminação não existe, podemos trazer à luz novos paradigmas e ideais. A alma é o lugar onde a auto recriminação é transformada em autocompaixão, onde as feridas auto-infligidas encontram cura. Ver o mundo através da experiência da negatividade é como olhar para o mundo através de um buraco de alfinete. Quando vemos o mundo com os olhos da alma, é como se víssemos o Grand Canyon pela primeira vez todos os dias."


"A alma é o lugar onde arde o fogo das nossas paixões. É onde o nosso amor está mais vivo. A alma anseia por este amor mais profundo, por uma conexão entre a forma e a ausência de forma, por um continuum entre a terra e o divino."

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