Aprenda a conduzir o teu barco de Emoções

   Não podemos falar em saúde e fingir que nossas emoções não possuem impacto em tudo o que fazemos, inclusive o corpo físico.
   O gastroenterologista já avisou o senhor José que ele precisa evitar o stress para diminuir a intensidade da sua gastrite. Já Gabriela notou que por estar muito ansiosa desconta na comida e não consegue emagrecer. A tia Zenaide vive com faringites constantes e não tem médico que resolva o seu problema, além de quê ela também engole sapos diariamente, não se sente segura para expor suas opiniões. Seu Carlos sente que carrega o mundo nas costas, ele quem sustenta toda família, tem 3 hérnias de disco e também tem bico de papagaio. A menina Isabela assusta os pais dizendo que seu coração dói, e só ela sabe que dói porque se sente abandonada e sem carinho a maior parte do dia.

   Esses são alguns retratos que observamos quando o corpo físico reflete que nós por dentro não vamos bem.


   Ainda é muito raro alguém procurar um profissional de saúde para falar: "Como controlo minha raiva?" "Existe um remédio para ser mais paciente?" "Dr. por favor, eu sinto que não consigo me controlar!" "Eu sou muito rígida e isso acaba afastando as pessoas, eu não quero estar sozinha, qual a indicação para flexibilidade?" 

   Estamos vivendo em um ritmo tão viciado e inconsciente que só vamos procurar um profissional de saúde quando a dor física nos incomoda e nos faz sair da zona de conforto, e mesmo assim não aprendemos com ela. Diariamente chegam no consultório pessoas que trazem a sua dor e buscam um comprimido mágico que fará com que ela desapareça para que se possa voltar a mesma rotina desgastante. Muitos ainda estão dispostos a pagar o que for por tal cura, mas no entanto não estão dispostos a parar por 5 minutos e reavaliar sua própria conduta, refletindo sobre a maneira como suas emoções o tornaram reféns.

   "Não há tempo para isso, sou uma pessoa muito ocupada. Levanto as 5 da manhã, trabalho em dois empregos, chego em casa tenho que limpar, cozinhar, cuidar dos filhos... Que balela isso de emoções... Profissional incompetente esse, não resolveu em nada a minha artrite. Só perdi tempo."

   E não importa qual seja a medicina, qual seja a ciência, quão elaborado seja um medicamento, quão moderno seja um tratamento... Se o próprio paciente não se dispor a estar comprometido com sua cura e seu desenvolvimento, os tratamentos serão sempre superficiais. Um band-aid colocado em um ferimento que precisa de pontos - pode até funcionar em um primeiro momento mas não resolve. 
   O profissional de saúde não pode forçar a maturidade em nenhum de seus pacientes, ele pode sim inspirar aquele que busca a sua ajuda, indicar os melhores caminhos os quais tem conhecimento, mas não pode trilhar esses caminhos pela pessoa. O educador físico faz um planejamento para melhorar seu condicionamento, mas quem deita no chão para fazer os abdominais será você. O médico pode receitar o antibiótico para sua sinusite, mas quem decide se toma os comprimidos na hora que ele indicou é você. A psicóloga pediu para você anotar um diário, mas quem escreve é você.

   Falta nos um pouco dessa consciência, de até onde o profissional de saúde pode nos acompanhar e onde começa a nossa responsabilidade perante a nossa saúde.

Emoções e Saúde.

   O campo das emoções pede por atenção, pois a maior parte dos males e sofrimentos que passamos e vamos passar estão ligados de alguma forma com a nossa incapacidade de lidar com o que sentimos. O neurocientista Dr. Candace Pert argumenta a favor sobre o PNI (psiconeuroimunologia), um estudo que data desde a década de 80 que nos fala da interação em comportamento do sistema nervoso, imune e endócrino:
"As emoções não estão na cabeça. Existe uma consciência celular. Existe sabedoria em cada célula. Cada simples célula tem seus receptores. A energia emocional chega primeiro e então peptídeos são liberados em toda região... As emoções estão em dois reinos. Estão no reino físico, molecular, material, mas também no reino espiritual. São quase como um elemento de transição, que vai e volta. Eis porque as emoções são tão importantes."
   Já Dr. Edward Bach, médico inglês percursor da terapia floral, nos ensinou que nem sempre pessoas com doenças semelhantes respondem da mesma forma ao mesmo tratamento, ou seja se você tem gastrite e outra pessoa também, o mesmo medicamento não irá funcionar da mesma forma. Mas pessoas com personalidades semelhantes tendem a responder de forma igualmente semelhante, dessa forma tratamos preferencialmente os padrões de personalidade/pessoa e não a doença/sintoma, uma vez que a doença/sintoma será um reflexo do desequilíbrio da alma/mente/emoções.

Como se curam as emoções?

   Podemos tratar os pensamentos e sentimentos com orações/afirmações, imaginação criativa, aconselhamento psicológico, terapia floral (remédio vibracional), cromoterapia (terapia com as cores), arteterapia (dar vazão a sensibilidade e energia criativa), reiki, PNL (programação neurolinguística), terapias corporais (yoga, artes marciais, chi-kung, dança, massoterapia), meditação ativa, fitoterapia, acupuntura, hidroterapia, etc.

   E falando especialmente da Naturologia, profissão de saúde que propõe cuidar integralmente do ser, a cura das emoções se dá em processo de maturidade e desenvolvimento de virtudes, que pode ser acompanhado por terapias complementares e integrativas. O repertório emocional, a resistência e flexibilidade para com esses sentimentos se desenvolve no momento em que o paciente/interagente reconhece sua jornada de alma, e se dispõe a observar, explorar e se enriquecer como ser humano, percebendo as experiências e flutuações da vida, rompendo com a limitação que se encontrava através de crenças limitantes cotidianas/familiares.


Mares calmos nunca fizeram bons marinheiros, vem marujo, hora de embarcar. 
Nas águas da emoção, vamos agora navegar! 
Não desista do seu barco, aprenda a conduzi-lo. 


 
 

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